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Nadir Tarabori, Consultor Jurídico
Nadir Tarabori
Comentário · há 5 dias
O profissional do direito deve ter em mente que não existe "dar uma olhadinha" ou "me tira uma dúvida".

O profissional do direito dá consulta. Quem tira dúvidas - e mesmo assim muito mal - é o Google.

O início de carreira é penoso para o profissional liberal.

Discordo quando a autora da postagem afirma "...claro que deve haver bom senso em tudo nessa vida, se a causa do cliente é de R$200,00, não dá para cobrar esses valores por uma consulta..."

Dá sim prezada Adriana. O dia que que o "povo" aprender que não importa o valor e sim o direito, não teremos mais esse tipo de obstáculo.

Culturalmente, no chamado primeiro mundo, não importa o valor da causa, mas sim o direito que está em jogo.

Quantos são aqueles que preferem "engolir" sapos porque não vale a pena?

O dia que o valor da vantagem estiver dissociado do valor do direito, teremos uma sociedade mais seletiva em valores.

Tive o prazer de conhecer ao longo da carreira muitos clientes que pagaram apenas para fazer5 valer o seu direito, independente do valor da vantagem.

Muito feliz foi o exemplo dado pela autora da postagem no que diz respeito ao médico.

Entendo que a OAB não tem nada a ver com a dificuldade que o profissional em início de carreira encara. O problema está na cultura.

Por isso volto a repetir, quem tira dúvidas é o Google, profissional dá consulta e isso tem um preço (não um valor) que pode até ser superior à vantagem buscada.

Vamos acabar primeiro com a cultura do "tenho" amigo advogado para impor a do "tenho um advogado amigo".

Um abraço e parabéns pela indignação.
Nadir Tarabori, Consultor Jurídico
Nadir Tarabori
Comentário · há 8 dias
Boa tarde Doutor Nucci.

Em que pese a lucidez de seus argumentos, sinto-me compelido a discordar.

Não posso concordar que aquele que induz outrem ao suicídio pratica conduta de bagatela. Quem instiga, com todas as venias, não está opinando. Esta´ instigando, impulsionando, impelindo, compelindo, seduzindo, persuadindo, convencendo, atraindo, aliciando, cativando, incentivando, encorajando, incitando e conduzindo alguém à pratica de um ato que pode não representar sua real vontade.

Não creio que o vocábulo induzir possa ser considerado com tanto eufemismo. Não posso conceber todos esses sinônimos como uma simples, pueril e franciscana ação de "opinar". Há um abismo intransponível nas ações.

Afirmar categoricamente que a ideia suicida de um potencial suicida seja tomada com convicção é "achismo" .

Tenho comigo e a história comprova que o suicida tem o impulso e de imediato executa sua vontade, enquanto aquele que apenas possui um desejo duvidoso passa a ser incentivado.

Não posso admitir bagatela em um "opinamento" que leva alguém a aniquilar com a sua própria vida.

Por outro lado, o auxílio é tão torpe e imoral quanto o induzimento. Fornecer o meio a alguém que, quiçá, por fragilidade momentânea de cabo a sua vida não pode ser considerado atípico, mormente quando o legislador ordinário não inseriu estas "exceções" formuladas na postagem.

A proteção estatal à vida é sim absoluta e não admite interferência externa ou não natural.

Eu poderia me alongar na fundamentação contrária. No entanto, o espaço de comentário seria por demais pequeno para exaurir o tema.

Concordo apenas com uma só de suas afirmações e a altero adaptando-a ao meu entendimento. "Estamos vivendo outros tempos, OS PIORES".

Um abraço.
Nadir Tarabori, Consultor Jurídico
Nadir Tarabori
Comentário · há 9 dias
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